sexta-feira, 2 de abril de 2010

Neurofisiologia


NEUROFISIOLOGIA


SISTEMA NERVOSO
SISTEMA NERVOSO CENTRAL: inclui encéfalo e medula espinhal
SISTEMANERVOSO PERIFERICO: inclui os receptores sensoriais, os nervos sensoriais e os gânglios fora do SNC.

A divisão sensorial ou aferente traz informação para o sistema nervoso em geral este evento começa nos receptores visual, auditivo, químico e somato sensorial, a informação chega ao córtex.

A divisão motora ou eferente conduz a informação do SN para a periferia.
· Contração da musculatura esquelética.
· Contração da musculatura lisa e cardíaca
· Secreção por glândula endócrina e exócrina.

MEDULA ESPINHAL: parte caudal do SNC.
Contem 31 pares de nervos espinhais incluem os sensoriais e os motores. A informação trafega para cima e para baixo (via ascendente e descendente).
TRONCO ENCEFALICO: 10 dos 12 NC emergem dele.
BULBO: é a extensão anterior da medula espinhal. Contem centros autonômicos de controle da respiração e pressão sanguínea, bem como coordena a deglutição, tosse e vomito.
PONTE: participa da regulação da respiração, retransmite informação dos hemisférios cerebrais para o cerebelo.
MESENCEFALO: participa dos movimentos oculares. Contem núcleos relé do sistema auditivo e visual.CEREBELO: é uma estrutura foliada que está presa ao tronco encefálico, com situação dorsal a ponte e ao bulbo.
Função: coordena movimento, planejamento e execução dos movimentos, manutenção postural, coordena movimento da cabeça e dos olhos.
TALAMO E HIPOTALAMO:
TALAMO: processa quase toda a informação sensorial que se dirige para o córtex cerebral e quase toda informação motora que se origina do córtex dirigindo-se para o tronco e a medula espinhal.
HIPOTALAMO: contem centros reguladores da temperatura, ingestão de alimentos e balanço hídrico, é também uma glândula endócrina controlada das secreções hormonais da hipófise, secreta hormônios de liberação e de inibição para o sangue porta hipofisário para produzir liberação ou inibição da liberação da hipófise anterior, contem corpos celulares dos neurônios da glândula da hipófise posterior que secretam hormônios antidiuréticos e ocitocina.
HEMISFÉRIOS CEREBRAIS: são formados pelo córtex cerebral, substancia branca subjacente e por 3 núcleos profundos (gânglios basais, hipocampo e amigdala).
Sua função: percepção, função motora superior, a cognição, a memoria e a emoção.
CÓRTEX CEREBRAL: composto por 4 lobos (frontal, temporal, parietal, occiptal). Recebe e processa a informação sensorial e integra as funções motoras.
1. Córtex motor primário contem os motoneuronios superiores, que se projetam diretamente para a medula espinhal, onde vão ativar os motoneuronios inferiores, que inervam os músculos esqueléticos.
2. Córtex sensorial primário consiste no córtex visual primário, no auditivo e somato sensorial. Recebem poucas informações originada no receptor sensorial periférico com apenas poucas sinapses em suas vias sensórias.
3. As áreas sensoriais e motoras, secundarias e terciárias circundam as áreas primarias e estão envolvida no processamento mais complexo, por suas conexões com áreas associação.
GÂNGLIOS BASAIS, HIPOCAMPO E AMIGDALA: são 3 nucleos profundos dos hemisférios cerebrais. Gânglio basalà consiste no núcleo caudado, no putâmem e no globo pálido. Recebe aferencia de todos os lobos do córtex e emitem projeções, pelo tálamo, para o córtex frontal, participando da regulação dos movimentos.
HIPOCAMPO E AMIGDALA: fazem parte do sistema límbico, o hipocampo está envolvido com a memória. A amigdala tem participação nas emoções e se comunica com o SNA, por meio do hipotálamo.

CARACTERISTICAS GERAIS DO SISTEMA SENSORIAL E MOTOR

RELÉ SINÁPTICO à formado por núcleo relé, onde toda mensagem que vai para o córtex é processado por esses núcleos.
ORGANIZAÇÃO TOPOGRAFICA: à somatotopico de à para localizações corporais especificas. No sistema visual, auditivo, tonotopico, e retinotopico.
DECUSSAÇÕES: as áreas do encéfalo que só contem axônios decussantes, são chamadas de comissura.
TRANSDUÇÃO SENSORIAL: à transdução sensorial é o processo pelo qual o estimulo do ambiente ativa um receptor e é convertido em energia elétrica.
CAMPO RECEPTIVO: define a área do corpo que, quando estimulada, produz alteração da freqüência da descarga de um neurônio sensorial. Esse variam qunato ao tamanho, quanto menor , mais preciso será a sensação.
CODIFICAÇÃO SENSORIAL: os neurônios sensórias são responsáveis pela codificação do estimulo ambiental.
·Modalidade sensorialàcodificada muitas vezes pela linha rotulada.
·A localização espacialà os estímulos são codificados pelo campo receptivo dos neuronios sensoriais é melhorada pela inibição lateral.
·Limiarà menor estimulo codificado.
·Intensidade do estimuloà pode ser codificada pelo numero de receptores que são ativados. A intensidade pode ser codificada pela diferença entre as freqüências de descargas. A intensidade pode ser codificada pela a ativação dos diferentes receptores.
·Duraçãoà é codificado pela duração da descarga do neurônios sensorial.

TIPOS DE RECEPTORES SENSORIAIS

Mecanoceptores: ativado por variação da pressão. Tato(corpúsculo de pacini), audição(células ciliadas), vestibular(células ciliadas).

Fotoceptores: é ativados pela luz. Visão(bastonete e cone)

Quimiceptores: é ativado por componentes químicos. Olfato(receptor olfatiovo), gustação( brotamento gustativo), PO2 arterial.

Termoceptores: é ativado pela variação de temperatura. Temperatura(frio e calor).

Nociceptores: é ativado por graus extremos de pressão, temperatura, subtsncias nocivas. Extremo da dor e temperatura.

SISTEMA SOMATO – SENSORIAL E DOR

Processa a informação sobre tato, pressão, dor e temperatura. As duas vias são:
O sistema da coluna dorsal: processa sensações de tato, de pressão, e descriminação de dois pontos, vibração e proprioceptivas.
O sistema ântero – lateral: processa as sensações de dor, de temperatura e tato fino.
TRANSDUÇÃO SENSORIAL E OS POTENCIAIS DOS RECEPTORES
Transdução sensorial é o processo pelo qual o estímulo do ambiente ( Luz, compostos químicos) ativa um receptor e é convertido em energia elétrica.
Campos Receptivos: Define a área do corpo que, quando estimulada, produz alteração da freqüência da descarga de um neurônio sensorial.Os campos receptivos variam de tamanho. Quanto menor for o campo receptivo, mais precisamente será localizada, ou identificada, a sensação.

CODIFICAÇÃO SENSORIAL
Os neurônios sensoriais são responsáveis pela codificação dos estímulos do ambiente.Modalidade sensorial
A localização
O limiar é o menor estímulo que pode ser detectadoA intensidade do estímuloA Duração

SISTEMA NERVOSO AUTONOMO

SISTEMA NERVOSO SOMATICO: é o sistema voluntário, formado por único neurônio o motoneuronio, cujo corpo fica localizado no SNC e o axônio faz sinapse com os órgãos inervados. O neurotransmissor liberado pelo pré – sinaptico é a Ach que si liga nos receptores nicotínicos presente na placa motora do músculo esquelético. Quando ativada induz a contração do músculo.

SISTEMA NERVOSO AUTONOMO: é o sistema involuntário, que controla e modula o funcionamento, primeiramente, dos órgão viscerais. É formado por dois neurônios um pré-ganglionar e um neurônio pos-ganglionar. O corpo celular do pré-ganglionar fica no SNC e o axônio faz sinapse com o pos-ganglionar. O neurotransmissor liberado pelo pré-ganglionar é Ach e o pos-ganglionar pode ser Ach ou Na. O SNA é dividido em simpático e parassimpático.
SNSimpatico: resposta “luta ou fuga”. Os gânglios do sistema simpático ficam localizados perto da medula espinhal. A localização do neurônio pré-ganglionar é toracolombar.
O SNS as fibras pós – ganglionares liberam Noradrenalina que se ligam a receptores muscarinicos presente nos órgãos inervados. Exceto nas glândulas sudoríparas onde o neurotransmissor é a Ach.
Açãoà taquicardia, vasoconstrição, diminuição do peristaltismo, broncodilatação, contração do músculo destrusor da bexiga, aumenta transformação do glicogênio em glicose pelo fígado.
SNParassimpatico: os gânglios do sistema parassimpático ficam próximo dos órgão efetores. O neurônio pré-ganglionar origina-se de núcleo dos nervos craniano, craniosacral.
O SNP as fibras pós-ganglionares liberam Ach eu se ligam nos receptores muscarinicos presentes nos órgãos efetores.
Açãoà bradicardia, vasodilatação, relaxa o músculo destrusor da bexiga, broncoconstrição, aumenta os peristaltismos.
Medula Supra Renal: é um gânglio especializado da divisão simpática. A Ach estimula a medula supra renal a produzir adrenalina. A adrenalina tem as mesmas funções da noradrenalina, a única diferença é que a noradrenalina é um neurotransmissor enquanto a adrenalina é um hormônio.

PROTEINA G
A proteína G é formada pela subunidades α β γ, dessas unidades a α é a que está envolvida na produção do segundo mensageiro. Essa unidade α encontra-se ligada a uma molécula de GDP que ao receber o estimulo produzido pela ligação da substancia ao receptor, essa molécula de GDP é trocada pela GTP que irá estimular o alvo caso essa unidade α seja estimulatoria, daí esse alvo será estimulado sendo ativado. Esse alvo pode ser um canal iônico que ativado abrirá, ou pode ser uma enzima fosfolipase c que ira produzi um segundo mensageiro o IP3 e DAG que estarão envolvidos no metabolismo celular, ou a adenilato ciclase que produzirá GMPc que ativa a quinase A onde estará envolvida no metabolismo celular.

LÍQUIDO CÉFALORAQUIDIANO (LCR).
A superfície do SNC está coberta por várias camadas de tecido conjuntivo que formam a : Pia mater, aracnóide e dura mater.
O espaço entre a pia mater e aracnóide o espaço Subaracnóide contém o líquido céfaloraquidiano (LCR).
O encéfalo é formado por 80% de líquido e a maior parte é LCR.
O LCR é formado com intensidade 500ml por dia, pelas células epiteliais do plexo coróide ( situado nos ventrículos laterais 3º e 4º

Continuaçao


.......

PROPAGAÇÃO: ocorre na mesma intensidade de estímulo. A propagação ocorre de maneira continua onde despolariza e repolariza até o destino.
VELOCIDADE DE CONDUÇÃO: envolve a constante de tempo. Essa tem que ser menor para que a velocidade de condução seja rápida. A velocidade de condução também depende da resistência. Quanto maior a resistência, menor a área, mais lenta a propagação.
FIBRAS AMIELINIZADAS: a velocidade de propagação é lenta, pois o potencial percorre por toda fibra numa alta resistência. Velocidade de 0.25m/s.
FIBRAS MIELINIZADAS: a mielina aumenta a resistência periférica, só que não diminui a velocidade de condução, pois o potencial de ação vai percorrer por junções comunicantes ( Nodo de Ranvier), onde tem uma resistência menor, daí a velocidade de propagação é rápida. Essa propagação é chamada de saltitante.

TIPOS DE SINAPSES
ELETRICA: a corrente flui de uma célula excitável para a seguinte via de baixa resistência ( junções comunicantes). É encontrado no músculo liso e cardíaco.
QUIMICA: é transmitida através da fenda sináptica pelo neurotrasmissor, sendo unidirecional, da célula pós sináptica para a pré sináptica.

JUNÇÃO NEUROMUSCULAR:
UNIDADE MOTORA:
Motoneurônio: São as células cujos os nervos suprem as fibras musculares
Unidade Motora: Um só motoneurônio e todas as fibras que este inerva.

1. Os potenciais de ação se propagam ao longo do axônio. Essa propagação do potencial vai atingir a fenda pré - sináptica onde vai induzir abertura dos canais de cálcio, esse cálcio influi para a terminação, ao longo do seu gradiente eletroquímico.
2. A entrada de Ca2+, promove a liberação de acetilcolina, sintetizada e armazenada em vesículas neurais.
3. A Ach se difunde através da fenda sináptica até a pos – sináptica, onde se liga ao receptores nicotínicos, esse sendo ligando dependente. Essa ligação vai induzir modificação da estrutura do receptor onde vai gerar a ativação e induzindo a abertura dos canais de Na+ e K+ .
4. Quando os canais de Na+ e K+ , ele irão se difundir e o Na+ irá causar uma despolarização da placa motora gerando um potencial de ação que se propaga ao longo da fibra.
5. Essa placa só atinge o potencial de repouso quando a Ach é degradado em colina + acetato pela acetilcolinesterase.
AGENTES QUE ALTERAM O FUNCIONAMENTO DA JUNÇÃO NEUROMUSCULAR

Tóxina botulínica - Bloqueia a liberação de Ach pelas terminais pré-sinápticas.
Curare- Compete pelos receptores nicotínicos daplaca motora diminuindo o PPM.
D- tubocurarina- compete com a Ach nos receptores e é usada para relaxar a musculatura Esquelético.
Inibidores da acetilcolinesterase- Neostigmina, impede a degradação da Ach na fenda sináptica. Prolonga e aumenta a ação da Ach.Usada para tratar Miastenia gravis.
Miastenia gravis- Doença que leva a uma fraqueza do músculo esquelético e fadigabilidade. Os receptores de Ach são bloqueados por anticorpos.
Hemicolínio- Bloqueia a recaptação da colina pela terminal pré- sináptica.

TIPOS DE DISPOSIÇÃO DAS SINÁPSES
Sinapses de um para um
Sinapses de um para muitos ( O motoneurônio produz rajada de PA na célula pos-sináptica)
Sinapses de muitos para um (muitas células pré-sinápticas convergem para uma pós-sináptica
A Entrada Sináptica – Potenciais Pós sinápticos Excitatório e Inibitório
Potenciais Pós sinápticos Excitatório – despolarizam células pós-sinápticas (PPSEs) -abertura de canal de Na+
Neurotransmissores: noradrenalina (NA), Acetilcolina (Ach), Dopamina, epinefrina e serotonina.
Potenciais Pós sinápticos Inibitório- Hiperpolarizam a célula pós-sináptica (PPSIs) - abertura de canal de Cl-
Neurotransmissores: gama-aminobutírico (GABA) , Glicina.

INTEGRAÇÃO DA INFORMAÇÃO SINÁPTICA
Somação Espacial
Duas entradas pré-sinápticas chegam à célula pós-sináptica ao mesmo tempo.
Somação Temporal
Duas entradas pré-sinápticas chegam à célula pós-sináptica em rápida sucessão.

OUTROS FENÔMENOS QUE ALTERAM A ATIVIDADE SINÁPTICA
Facilitação, aumentação e potenciação pós-tetânica.
Talvés por acúmulo de Ca++.
Fadiga sináptica estimulação repetitiva produz resposta menor do que a esperada.
REFERÊNCIA:
LINDA S. CONSTANZO. Fisiología . Guanabara Kogan, Rj 1995.

terça-feira, 2 de março de 2010

Fisiologia

FISIOLOGIA CELULAR


Cerca de 45% a 70% da massa corpórea é formada por água. A água é inversamente proporcional a quantidade de gordura corpórea. As mulheres apresentam menor volume de água corpórea em relação ao home, já que ela apresenta maior porcentagem de tecido adiposo.

DESTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO CORPO

Meio Intracelular à cerca de 2/3 dos líquidos se encontram no meio intracelular.
Meio Extracelular à cerca de 1/3 dos líquidos encontram-se no meio extracelular. Plasma e liquido intersticial.

O pH no meio intracelular é mais acido do que no meio extracelular. No intracelular o pH é de 7.0 e no extracelular e 7.4. A osmolaridade promove o equilíbrio entre o meio extracelular e o meio intracelular, no meio intra e extracelular essa osmolaridade é de 300 m/osm/ L.

COMPONENTES DO MEIO INTRA E EXTRACELULAR

O meio intra quanto o extracelular é formado tanto por líquidos quanto por eletrólitos e a regulação dessa quantidade desses no meio intra e extra é chamado de Homeostasia que significa o equilíbrio entre os dois meios.
Principal cátion do LEC é o Na+ e o ânion que contrabalança é o Cl- e bicarbonato.
Principal cátion do LIC K+ e Mg²+ e ânion são as proteínas e fosfatos orgânicos.

Obs: O cálcio fica localizado nos retículos sarcoplasmatico, daí pouca concentração no meio intracelular.

ELETRONEUTRALIDADE DOS COMPARTIMENTOS LIQUIDOS DO CORPO

Cada compartimento líquido do corpo obedece a regra da eletroneutralidade. Cada compartimento tem a mesma quantidade de cátions e ânions. Mesmo que haja uma diferença de potencial, o balanço entre as cargas se mantém maciças.

COMPOSIÇÃO DA MEMBRANA PLASMATICA

A membrana plasmática é formada de ácido graxo parte hidrofóbica e glicerol parte hidrofílica, o que a caracteriza como uma membrana anfipática.

Bicamada de lipídios - 55% fosflipidios
25% colesterol
13% outros lipídios ( trigliceridios)
4% carboidratos
Essa composição lipidica da membrana é responsável pela manutenção da permeabilidade, sendo altamente permeável a substancias lipossolúveis e baixa permeabilidade a substâncias hidrossolúvel.
Depois da água as proteínas são as 2ª maiores composições da massa corpórea. A proteína na membrana serve como transporte para varias substancias hidrossolúveis que não conseguem passar pela bicamada lipidica da membrana plasmática, enzimas, e receptores para hormônios.

TIPOS DE PROTEÍNAS

CANAIS AQUOSOS: transporta substancias do meio intra para o extra e vise – versa sem muito gasto de energia.
PROTEÍNAS PERIFERICAS: encontram-se localizadas nas extremidades da membrana e serve como receptores, mandando sinais para o interior da célula.
PROTEÍNAS INTEGRAIS: atravessam a membrana toda e serve para transporte de substancias hidrossolúveis.

DIFERENÇAS QUE AFETAM NA PERMEABILIDADE DA MEMBRANA

Espessura: quanto maior a espessura menor a difusão.
Lipossolubilidade: quanto mais lipossolúvel maior a difusão.
Numero de canais protéicos: o numero de canais e proporcional a área da membrana.
Temperatura: quanto maior a temperatura maior a difusão.
PM das substancias difusoras: quanto maior PM menor a difusão.

Obs: A temperatura torna a membrana mais permeável ao sódio promovendo uma despolarização o que leva as convulsões quando essa temperatura excede aos níveis normais de 36° a 36,6°C.

EQUILIBRIO DE GIBBS – DONNAN

É o equilíbrio entre as cargas positivas e negativas presente na membrana. O plasma é composto de proteínas plasmáticas (exemplo albumina), essas proteínas têm cargas negativas que promove a redistribuição dos pequenos cátions e ânions, através da parede do capilar. Quando esse plasma é filtrado, ou seja passa dos vasos para os tecidos ele se transforma em liquido intersticial , esse liquido não possui as proteínas plasmáticas que ficam retidas dentro do vaso o que leva a conseqüências secundarias ao equilíbrio da eletroneutralidade.


TRANSPORTE ATRAVES DA MEMBRANA

TRANSPORTE PASSIVO: SIMPLES movimento cinético de íons ou moléculas nos espaços intermoleculares.
FACILITADA: movimento de íons ou moléculas com ajuda de proteínas carreadoras.
Toda forma de transporte mediado por carreador tem três características: saturação, estéreo-especificidade, competição.

TRANSPORTE PASSIVO: realizado através do interstício da membrana. Ex: substancias lipossolúveis O2, CO2 ou canais aquosos em proteínas carreadoras.

TRANSPORTE ATIVO:

PRIMÁRIO: utiliza energia diretamente do ATP. Ex: bomba sódio potássio ATPase ( exerce controle no volume celular e mantém o potencial de ação) e Ca2+ ATPase.
SECUNDÁRIO: Co-transporte e contratransporte.


OSMOSE: é o fluxo de água através da membrana semipermeável, devido a diferença de concentração de solutos. Essa concentração leva a uma diferença pressão osmótica e essa dessa pressão faz com que a água flua por osmose.

PRESSÃO OSMOTICA: é a pressão necessária para impedir o fluxo de água pela membrana semipermeável.

CANAIS IONICOS: são proteínas integrais que quando aberto permite a passagem de certos íons, sendo seletivos. Esses canais são controlados por comportas. Tipos de canais:

CANAIS VOLTAGEM DEPEDENTE: são controladas pela variação de potencial de membrana.

CANAIS LIGANDO DEPENDENTE: depende da ligação da molécula para se abrir, essas podem ser hormônios, neurotransmissores e segundo mensageiro.

POTENCIAL DE DIFUSÃO: É a diferença de potencial gerada na membrana quando o íon se difunde.

POTENCIAL DE EQUILIBRIO: as forças químicas e elétrica age nas cargas iguais mais opostas levando ao equilíbrio.

PERIODO REFRATARIO:

ABSOLUTO: no período refratário absoluto um potencial de ação não ocorre enquanto o ultimo não estiver cessado.
RELATIVO: pode gerar um outro potencial de ação, mas se o estimulo for grande o suficiente para atingir o limiar. Esse potencial tem que ser de –40mV.

POTENCIAL DE AÇÃO: O potencial de ação é um fenômeno das células excitáveis, consistindo em despolarização seguida por repolarização.

continua depois da proxima aula..

REFERÊNCIA:

LINDA S. CONSTANZO. Fisiología . Guanabara Kogan, Rj 1995.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Especialidades em Odontologia

Hoje na aula de diagnóstico bucal I eu percebi que eu não sabia totalmente quais sao as especialidades possíveis dentro da Odontologia. E não é somente isso, há especialidades as quais apesar de saber que elas existem, não sei explicar claramente do que elas tratam. Portanto internet é bom e ajuda a esclarecer minhas duvidas!

ESPECIALIDADES DA ODONTOLOGIA

Confira a nomenclatura atualizada das 19 especialidades da Odontologia.

Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-FaciaisOdontogeriatria
DentísticaOdontopediatria
Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor OrofacialOrtodontia
EndodontiaOrtopedia Funcional dos Maxilares
EstomatologiaPatologia Bucal
Imaginologia Dento-Maxilo-FacialPeriodontia
ImplantodontiaPrótese Buco-Maxilo-Facial
Odontologia LegalPrótese Dentária
Odontologia do TrabalhoSaúde Coletiva
Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Existem alternativas para melhorar meu sorriso?


Nem todas as pessoas são candidatas para realizar o clareamento. O clareamento não é recomendado se você tem restaurações da própria cor dos dentes, coroas, jaquetas ou facetas em seus dentes incisivos - o clareador não alterará a cor desses materiais, que ficarão aparentes no seu novo sorriso clareado. Nestes casos, você poderá desejar pesquisar outras opções.


  • Facetas laminadas são camadas finas de porcelana ou de plástico coladas na face frontal dos dentes. Para dentes extremamente descorados, lascados ou disformes, proporcionam um sorriso durável e agradável. Facetas laminadas são difíceis de serem manchadas tornando-as populares no público que busca um sorriso perfeito.

Existem dois tipos de facetas laminadas:


  • As facetas laminadas de porcelana (indireta), que devem ser primeiramente produzidas em um laboratório dental, para serem ajustados aos dentes; são necessárias duas visitas ao dentista. Facetas laminadas de porcelana custam entre $900 a $2,500 por dente e a duração de dez a quinze anos ou mais.
  • As facetas laminadas compostas (direto), na qual uma resina é aplicada ao dente numa única visita. Facetas laminadas de resina custam significativamente menos, ao redor de $250 por dente, mas duram somente de cinco a sete anos.

Resinas: utilizam resinas compostas para a restauração de dentes lascados ou quebrados, para o preenchimento de espaços e remodelar ou colorir o sorriso. Após aplicar uma solução levemente corrosiva que desgasta ligeiramente a superfície dos dentes, permitindo que o material do "bonding" adira, seu dentista aplica a resina e a esculpe, dando-lhe cor e forma para produzir o resultado satisfatório. Uma luz de alta-intensidade endurece o material, que é então finamente polido.


  • Muitas pessoas escolhem restaurações de resinas em vez de amálgama porque a resina tem uma aparência mais natural - a cor do material pode ser alterada para igualar-se à cor natural do dente.
  • Em comparação às em amálgama a desvantagem das restaurações em resina é o custo mais elevado, e por serem porosos, os fumantes verificarão que amarelará mais facilmente.

Seu dentista pode lhe dizer se você é um bom candidato para facetas laminadas ou uso de resinas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Náuseas

Parando pra pensar e ... esse blog nao tem ido pra frente com a Odontologia. Estranho estava totalmente empolgada quando o criei e agora quase nem lembro que existe. Sao 02:17 da manha eu nao consigo pregar os olhos. Eu tenho a péssima mania de deitar e ficar somente pensando e imaginando coisas. Parece que crio coisas dentro da minha propia cabeça e fico testando fatos, sonhos e repensando sempre sobre mim mesma. E hoje eu so consegui ver o quando sou literalmente um pessoinha atoa e que precisa crescer. Alguem me disse um dia que existem duas formas de ser crescer, uma delas é da forma tradional, com o passar dos anos. Outra é o simples fato de ter responsabilidade nas maos. E isso é um fato. Eu nao consigo escrever metade do que passa na minha cabeça. E no final das contas eu vejo alguem insegura com um turbilalhao de interrogacoes flutuando na minha cabeça oca. Isso so me torna uma garotinha parada e sem atitude. Pois eu so fico sonhando... e pimba!... quando vejo eu nao sou metade do que penso. Seria isso uma pessoa que tem visao ruim de si mesma? Mas afinal de contas tudo que sobra sao duvidas e mais duvidas. Tentarei por em pratica o ato de escrever aqui... ora sobre a odontologia, ora sobre mim e etc. Mas por quanto tempo isso será constante?
Isso eu nao sei responder eu so sei de uma coisa... estou sem sono, com uma dor de estomago péssima que nao me deixa dormir e me faz ficar acordada sozinha pensando... e pensando e pensando...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Os Agentes Clareadores



Didaticamente, os agentes clareadores podem ser classificados em dois grupos diferentes: os usados no consultório e aqueles que são auto-administrados pelos pacientes em casa.
Usados no consultório:

1- Peróxido de hidrogênio (água oxigenada): Esse parece ser ainda hoje o produto mais efetivo para clarear dentes. Mais comumente usado nas concentrações de 30 a 35%. Para aumentar o seu poder de ação, tem sido recomendado o emprego de calor. Apesar de muito eficaz, ele é muito cáustico, portanto perigoso. Requer cuidados e técnica muito apurada.
2- Perborato de Sódio: É usado como coadjuvante junto ao peróxido de hidrogênio para aumentar o poder clareador. Misturando-se os dois, forma-se uma pasta espessa que é usada para o clareamento de dentes tratados de canal.
3- Ácido clorídrico: Não se trata de um clareador na essência da palavra. É empregado na técnica de micro-abrasão associado a outros compostos como a pedra pomes, água oxigenada e éter anestésico. Seu efeito clareador está no pequeno desgaste que provoca na superfície manchada do esmalte, removendo-a. É o mais perigoso de todos. Altamente cáustico. Requer técnica ortodoxa.
Auto-administrado pelo paciente:
1- Peróxido de carbamida: Encontrado na forma de gel com concentrações que variam de 10, 15, 16 e 22%. Recebeu grande divulgação na mídia e tornou-se muito popular, chegando até a ser vendido na televisão e supermercados. Quando em contato com os dentes, libera oxigênio nascente (O-), real responsável pelo clareamento. De uso seguro, não traz danos aos dentes, mucosas, saúde geral e materiais restauradores. Apesar de auto-administrável, só deve ser adquirido e aplicado sob indicação e orientação de um dentista.
2- Peróxido de hidrogênio: Em concentrações menores daquelas usadas em consultório (5,5 ou 7,5%). Para ser aplicado com o auxílio de moldeiras, normalmente indicado na manutenção de um tratamento executado no passado.

Clareamento Dental


A estética facial e o sorriso estão intimamente relacionados. No mundo moderno e civilizado, dentes brancos, bem contornados e bem alinhados estabelecem o padrão de beleza. Tais dentes são, não apenas considerados atraentes, mas indicam saúde nutricional, amor próprio, status econômico e sexualidade.


De todas as espécies animais, a humana é a única que pode sorrir. Mas quantas pessoas perdem a auto-estima devido a um sorriso ou estética dental prejudicada, levando-as a se comportarem de maneira reservada e tímida. Nesses casos que, dependendo da causa e intensidade da alteração de cor, o CLAREAMENTO DENTAL passa a ser a primeira alternativa


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O que esperar de sua visita ao dentista?

O que acontece durante a visita ao dentista?

Antes de qualquer coisa, é importante achar um profissional com quem você se sinta à vontade. O passo seguinte é marcar uma consulta para um exame completo, mesmo que aparentemente não haja nada de errado. Na sua primeira visita, o dentista fará perguntas buscando levantar um pouco do histórico da sua saúde geral. Nas visitas seguintes, não deixe de informá-lo sobre qualquer mudança no seu estado de saúde. Na maior parte das vezes, as visitas ao dentista se resumem a uma revisão do estado de integridade e higiene dos dentes. As consultas de rotina, que incluem a limpeza dos dentes e que, de preferência, devem ser feitas a cada seis meses, ajudam a manter seus dentes mais limpos e a durarem mais e ajudam a evitar o desenvolvimento de problemas que podem chegar a causar dor.


Profilaxia e limpeza dos dentes: As revisões quase sempre incluem uma limpeza geral dos dentes. O dentista usará instrumentos especiais para raspar a região do dente localizada abaixo da linha da gengiva, removendo placa e tártaro que podem causar gengivite, cáries, mau hálito e outros problemas. O profissional também poderá passar fio dental e polir os seus dentes.

Exame completo: Seu dentista fará um exame cuidadoso de seus dentes, da sua gengiva e mucosa da boca, procurando sinais de enfermidades ou outros problemas. O objetivo aqui é ajudar a manter a saúde da sua boca e, se houver problemas, identificá-los e tratá-los o mais rápido possível, antes que se agravem.

Radiografías: Dependendo da sua idade, dos riscos de doença e dos sintomas apresentados seu dentista poderá recomendar que sejam tiradas radiografias, para ajudar no diagnóstico de problemas que não poderiam ser detectados de outra maneira, como, por exemplo, danos aos ossos do maxilar ou da mandíbula, dentes que sofreram trauma, bcessos, cistos ou tumores e cáries entre os dentes. Os consultórios modernos têm aparelhos que praticamente não emitem radiação - não mais do aquela a que você se exporia se ficasse um dia no sol ou assistindo TV durante um final de semana. Como medida de precaução, você deverá usar um avental de chumbo no momento de tirar as radiografias. Em caso de gravidez, informe seu dentista, uma vez que este tipo de exame só deve ser feito em casos de emergência. Talvez seja necessário tirar uma radiografia panorâmica. Este tipo de radiografia proporciona uma imagem completa da arcada dentária inferior e superior e auxilia o dentista a analisar a oclusão e a relação entre os diferentes dentes.

Com que freqüência deve-se ir ao dentista?

Se seus dentes e gengivas estiverem em boas condições, você poderá esperar de três a seis meses até a próxima visita. Porém, se houver necessidade de tratamento (fazer uma restauração, extrair um dente do siso ou restaurar a coroa de um dente) marque uma nova consulta. Não se esqueça de fazer todas as perguntas que tiver antes do término da consulta. Esta é a oportunidade para esclarecer qualquer dúvida que tenha.

fonte: colgate.com.br

Como escolher um dentista


Como escolher meu dentista?

Um bom início é pedir referências para as pessoas em quem você confia: seus amigos, membros de sua família, conhecidos, colegas de trabalho, seu farmacêutico ou o médico da família. Pergunte a eles com que tipo de dentista fazem o seu tratamento dentário (clínico geral ou especialista), há quanto tempo tratam com este profissional e como é o relacionamento que mantém. É importante que você escolha um dentista com quem você se sinta bem. Para escolher bem seu dentista, você pode também:
Ligar para uma associação de dentistas e solicitar uma lista dos profissionais recomendáveis.
Fazer uma busca na Internet. A cada dia aumenta o número de dentistas que têm sites onde explicam seus métodos de tratamento.
Que tipo de dentista eu estou precisando?Os profissionais com formação geral são treinados para fazer todo tipo de tratamento e podem, se for preciso, indicar um dos especialistas relacionados abaixo:


  • Odontopediatra: especializado no atendimento de crianças.
  • Endodontista: diagnostica e trata de enfermidades da polpa dentária e canais radiculares (muitos dentistas gerais também fazem tratamentos de canal).
  • Protesista: especializado na confecção de coroas, próteses dentárias fixas, removíveis ou próteses totais conhecidas como dentaduras.
  • Patologista bucal: usa procedimentos laboratoriais para diagnosticar problemas bucais. Também é especializado em odontologia forense.
  • Cirurgião bucal/maxilofacial: remove cistos, tumores e dentes. É preparado para corrigir fraturas ou outros problemas que exijam tratamento cirúrgico, inclusive da articulação temporomandibular (ATM). Esses profissionais também usam métodos de cirurgia plástica para eliminar ou reduzir problemas do maxilar e da face.
  • Ortodontista: especializado na correção da posição dos dentes por meio de aparelhos ortodônticos.
  • Periodontista: especializado no diagnóstico e tratamento das doenças da gengiva.
Como se tornar um dentista?

Para se tornar um Dentista, é necessário ingressar num curso de Odontologia reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação)e pelo Conselho Federal de Odontologia. O curso tem duração de 5 anos ou 10 semestres e dá direito a licença pelo Conselho Federal de Odontologia, através do nº de CRO, emitido pelo Conselho Regional de Odontologia de seu estado. Após o término do curso, geralmente realiza-se um curso de especialização, onde o dentista escolhe uma das áreas da Odontologia para atuar Ortodontia, Periodontia, Odontopediatria, Cirurgia, entre outras).

Fonte: colgate.com.br

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Relações dos Dentes com os Seios Maxilares







O seio maxilar é uma ampla cavidade ampla escavada no corpo da maxila. Seus esboços embrionários aparecem entre o terceiro e quarto mês de vida intra-uterina como invaginaçao ampuliforme da mucosa olfatória, atrás do canal nasolacrimal, no nível dos sulcos que separam as conchas nasais inferiores das médias, ou seja, na área do futuro meato médio do nariz. É o único divertículo paranasal existente antes do nascimento.
No feto de termo, o seio maxilar apresenta-se como uma fenda horizontal de 10 mm de largura, situada entre a órbita e o processo nasal da maxila, limitada inferiormente pelos germes dos dentes.
O crescimento do seio maxilar em sentido vertical é condicionado pela erupção dos dentes, enquanto o seu crescimento em sentido antero-posterior depende do desenvolvimento da tuberosidade da maxila.
A evolução do seio maxilar em relação à cronologia da erupção dos dentes pode ser resumida da maneira abaixo exposta.
No primeiro ano, o seio maxilar situa-se entre a órbita e os germes do canino e do primeiro molar decíduo. Aos dois anos alcança o segundo molar decíduo. Aos seis anos é a miniatura do adulto e com os seguintes tipos de relações: a) distantes dos dentes decíduos; b) complexas com o germe do canino permanente, como conseqüência dos complicados movimentos de rotação de descida deste dente; c) inicialmente intimas como o germe do primeiro pré-molar, mas depois vão ficando mais distantes; d) muito próximas do germe do segundo pré-molar; e) muito intimas com o primeiro molar; f) distantes com o segundo molar. Aos 10 anos o seio maxilar alcança o ápice do processo zigomático e dos 16 aos 18 anos tem forma e tamanhos definitivos.
Via de regra, admite-se que, entre os 7 e 8 anos de idade, o seio maxilar tem o volume de um noz, permitindo a punção exploradora.
Os conhecimentos acima expostos demonstram que existe um paralelismo do seio maxilar e a erupção dos dentes , tese defendida por Dubecq ao comprovar que o aumento do volume progressivo do seio maxilar acompanha a involução do sistema dental, tal como se observa em indivíduos desdentados que apresentam seios de grandes dimensões.

5.1 Anatomia cirúrgica do seio maxilar.

A via de abordagem preferida para o tratamento cirúrgico da sinusopatias odontogênicas é a que obedece à técnica de Caldwell-Luc, que em resumo consta das seguintes partes:
1. Incisão sobre o sulco gegivogeniano, desde a coluna frontonasal até a crista zigomático-alveolar;
2. Trepanação da fossa canina e da entrada do seio maxilar;
3. Tratamento das lesões patológicas;
4. Contra-abertura nasal praticada por uma janela óssea ao nível do meato nasal inferior atrás do canal nasolacrimal.
Em odontoestomatologia apresentam exepcional interesse as relações anatomotopográficasdo sistema dental com os seios maxilares, já que essas cavidades pneumáticas podem ser lesadas por processos patológicos originados na zona periapical de certos dentes do arco alveolar superior (sinusopatias odontogênicas).Estas noções tem valor inestimável em cirurgia bucal, portanto advertem para as perigosas complicações da abertura inadvertida da cavidade ou da introdução acidental de restos dentais no seio maxilar, que depois exigirão intervenções cirúrgicas.

Relações dos Dentes com as Fossas Nasais





Os dentes incisivos e caninos da maxila têm relações de vizinhança com o soalho das fossas nasais. O estudo dessas relações pressupõe o conhecimento prévio de certos detalhes anatômicos referentes às estruturas que conformam a parte subnasal da maxila, às características das raízes dos dentes e ao índice facial morfológico. Os fatores mencionados sem duvida gravitam em torno da topografia do dente e do nariz.
Do ponto de vista ósseo, as fossas nasais são dois corredores irregulares com o eixo antero-posterior, separados por um frágil septo nasal. São constituídas por ossos diferentes que se articulam, estruturando quatro paredes e duas aberturas, que em conjunto formam uma região comum ao crânio e á face.
O esqueleto das fossas nasais é completado por diversas peças cartilaginosas e por uma túnica mucosa que reveste, sem solução de continuidade, todas as suas paredes e as cavidades pneumáticas com as quais elas se comunicam. O soalho das fossas nasais tem aspecto de canal com concavidade superior, mais largo na parte anterior e com direção antero-posterior. É formado pelas faces superiores do processo palatino da maxila e das lâminas horizontais dos ossos palatinos, que se articulam com o vômer e constituem parte do septo nasal.
Os canais alveolares superiores anteriores circunscrevem a abertura anterior das fossas nasais a pouca distancia de sua parede inferior, peculiaridade aproveitada por Escat para obter anestesia do nervo alveolar superior anterior, colocando um tampão embebido de cocaína a 10% no soalho do nariz. A 20 mm da espinha nasal anterior está o canal incisivo.
Examinando-se a arquitetura da maxila em ser setor subnasal, é possível distinguir a presença de um relevo ósseo que, tendo origem no alvéolo canino, continua com o processo frontonasal da maxila até se perder na extremidade medial do processo supra-orbital; denomina-se coluna frontonasal e é uma parte que separa a fossa nasal do seio maxilar.
A coluna frontonasal é nitidamente desenvolvida nos carnívoros, sendo constituída por uma substancia óssea compactada cujas trabéculas se orientam estrategicamente para suportar pressões máximas.
Entre as tábuas ósseas compactas do palato e soalho nasal há uma camada de substancia esponjosa que, nos cortes paralelos ao plano sagital, tem forma triangular. A espessura ou altura da parte subnasal da maxila varia muito em relação ao índice facial morfológico, fator que, por sua vez, determina os diferentes tipos de crânio facial.de acordo com os valores desse índice facial, classificam-se os seguintes tipos antropológicos:

o Euriprosopos: órbitas, fossas nasais e palatos largos e baixos; ossos zigomáticos salientes e arcos dentais curtos e largos; diâmetro transversal bizigomático maior do que a altura da face; indivíduos de face larga e curta; pequena distancia entre os ápices dentais e o soalho das fossas nasais.
o Leptoprosopos: órbitas e fossas nasais estreitas e largas: palato ogival e arcos dentais alongados; a altura da face é maior que o diâmetro transversal bizigomático; indivíduos de face longa e estreita; os ápices dentais estão afastados do soalho das fossas nasais.
o Mesosprosopos: diâmetro transversal e altura da face equilibrados.

Sintetizando os conceitos expostos, os incisivos centrais e laterais se projetam sempre para o soalho das fossas nasais, qualquer que seja o tipo do crânio. Os caninos mantêm relações variáveis apenas nos euriprosopos, pois nos leptoprosopos estão situados num plano lateral em relação ao soalho das fossas nasais.
Em alguns casos, sobretudo nos indivíduos euriprosopos, os ápices dos dentes estão muito próximos do soalho das fossas nasais, sendo separados destas apenas por uma delgada camada óssea; nos leptoprosopos, com raízes dentais de pouco comprimento, a substancia óssea situada entres os ápices das raízes e o soalho das fossas nasais é esponjoso e tem considerável espessura.
Por outro lado, o soalho das fossas nasais, por ser côncavo, vai se elevando a medida que afasta da linha mediana em direção a coluna frontonasal, razão por que muito dificilmente algum espécime de raiz poderá atingi-lo. Pesquisas pessoais comprovaram que a distancia mínima existente entre os ápices dos dentes e o soalho das fossas nasais é de 2 mm aproximadamente.
A inclinação lingual da raiz do incisivo lateral é bem mais acentuada que a do central, e por isso o incisivo lateral vai se afastando do soalho das fossas nasais até emergir no substancia esponjosa retroalveolar. Isso explica por que os abscessos que tem origem no incisivo lateral afetam com mais freqüência o palato do que as fossas nasais.
Aos conceitos acima expostos é preciso acrescentar, como fator regulador das relações entre os dentes e as fossas nasais, o comprimento de cada raiz dental.
Em síntese, as relações anatomotopográficas dos dentes com as fossas nasais dependem de:

1. Índice facial morfológico;
2. Comprimento e direção das raízes dos dentes.

Os dentes que normalmente se relacionam com o soalho das fossas nasais, a distância variável segundo a forma da face, são os incisivos centrais e os laterais; estes últimos estão mais distantes das fossas nasais devido à direção lingual. No que diz respeito aos caninos, essas relações são possíveis nos euriprosopos, pois devido ao comprimento de sua raiz, esse é o dente que se encontra mais próximo do soalho das fossas nasais.
Não é raro encontrarem-se dentes ectópicos inclusos no soalho das fossas nasais e essa variação pode causar uma síndrome de obstrução nasal ou sinusites, quando acompanhada de secreções muco purulentas. Nesse caso, aconselha-se a abordagem cirúrgica segunda a técnica de Kretschmann. (ilustrado na figura)

Os cistos paradentais com origem em qualquer dos dentes implantados na região subnasal da maxila, quando em estágio avançado, podem comprometer a integridade anatômica do soalho das fossas nasais, empurrando a mucosa que forma uma saliência visível na rinoscopia anterior (sinal de Gerber).


Referência Bibliográfica

-Antomia Odontologica Funcional e Aplicada. Figun/Garino

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Glândulas Anexas ao Tubo Digestório.

GLÂNDULAS SALIVARES

Desenvolvimento

A saliva presente na cavidade oral ,chamada de saliva total , é constituída por várias secreções e outros componentes .Refere-se que esta mistura inclui: as secreções de todas as glândulas salivares (maiores e menores ) ; os produtos do metabolismo da flora bucal ; as células bacterianas ; as células epiteliais escamadas , e as secreções creviculares gengivais (da gengiva narginal dos dentes ) .
Glândulas Salivares
São glândulas exócrinas , localizadas no vestíbulo (bucais e labiais ) e na cavidade bucal ( do assoalho , da língua e palatinas ) , constituídas por ácinos seromucosos e mucosos. As glândulas salivares são estimuladas pelo sistema nervoso autônomo e pelos hormônios vasopressina e aldosterona.As glândulas mais ativas são as submandibulares e as menos ativas são as sublinguais .
A saliva é produzida e secretada pelas glândulas salivares menores , que são glândulas dispersas em toda a camada de epitélio que reveste o palato , os lábios , as bochechas , as tonsilas e a língua , secretam apenas muco com a função de conservar a umidade da mucosa oral ; e as glândulas salivares maiores , que estão localizadas fora das paredes da cavidade oral. Constituídas por três pares de glândulas , são considerados como as principais responsáveis pela secreção da saliva . São elas: as parótidas , as submanibulares e as subliguais .
Aspectos anatômicos das glândulas salivares maiores

As glândulas parótidas são as maiores dos três pares de glândulas, estão localizadas uma de cada lado da face, na frente e abaixo das orelhas. Secretam saliva serosa através dos ductos de Stenon, que medem 5 cm de comprimento por 5 mm de diâmetro .Este ducto cruza o músculo masseter , perfurando o músculo bucinador e abre-se no vestíbulo lingual na altura da coroa do segundo molar superior.
Quanto a vascularização , as glândulas parótidas são supridas por ramos das artérias carótidas externa e temporal superficial . as veias dessas glândulas drenam para a veia jugular externa .
A inervação das parótidas é derivada do nervo auriculotemporal e de fibras do sistema nervoso simpático e parassimpático . As fibras simpáticas provém do nervo glossofaríngeo (IX par craniano) e, quando estimuladas , produzem o aumento do fluxo da saliva aquosa . Já as fibras simpáticas originam-se dos gânglios cervicais ; sua estimulação produz uma saliva mucosa espessa . As glândulas par'tidas são responsáveis por 20% da saliva secretada pelo homem .
As glândulas submandibulares estão localizadas medialmente ao ângulo mandibular ficando protegidas pelo corpo da mandíbula .Cada uma dessas glândulas apresenta o formato de 'U" e tem aproximadamente o tamanho de um polegar. São palpáveis como uma massa amolecida sobre a porção posterior do músculo milo-hióideo quando este se encontra contraído , como por exemplo , ao se forçar a região anterior da língua contra o palato duro.
Secretam a saliva tipo mista (serosa e mucosa) , rica em glicoproteínas através dos ductos de Wharton . Os ductos submandibulares apresentam a proximidade com a musculatura supra-hiódea , ou seja , refere que os ductos se originam da porção galndular situada entre os músculos milo-hióideo e hioglosso . Além disso , cada ducto submandibular passa profundamente e depois superficialmente ao nervo lingual.. As aberturas desses ductos para a cavidade oral se dão através de três orifícios agrupados em duas pequenas papilas , facilmente visíveis ao lado do freio lingual.
O suprimento sanguíneo das glândulas submandibulares provém do ramo submental da artéria facial , e o controle nervoso se dá pelas fibras secreto-motoras parassimpáticas . Essas glândulas são responsáveis por 70% da saliva secretada pelo homem .
As glândulas sublinguais são as menores dos três pares de glândulas salivares . Situadas mais profundamente , encontram-se no soalho da cavidade oral e inferiormente à língua . Secretam saliva do tipo mista (mucoserosa) através dos ductos de Bartholin . Muitas vezes esses dois ductos podem vir unidos , formando a conhecida carúncula sublingual .
As sublinguais são supridas pelas artérias sublingual e submental , ramos das artérias lingual e facial , respectivamente . O controle nervoso é derivado dos nervos lingual e corda do tímpano , além das fibras secreto-motoras simpáticas e parassimpáticas. Essas glândulas são responsáveis por apenas 5% da saliva secretada pelo homem .
Glândulas salivares menores ou acessórias

São um conjunto de 400 a 500 pequenas glândulas espalhadas por toda a mucosa bucal , exceto gengiva e metade anterior do palato duro . Juntas são responsáveis pelos 5% restantes da saliva secretada pelo homem.
São elas :
Acessórias labiais: estão na mucosa labial e secretam saliva mucosserosa.
Acessórias jugais: estão na mucosa jugal (mucosa das bochechas) e secretam saliva mucosserosa .
Acessórias sublinguais ou glândulas de Rivinus: secretam saliva mucosserosa pelos ductos de Rivinus ; localizam-se no assoalho bucal na região sublingual e são chamados também de acessórias bucais
Acessórias palatinas: secretam saliva apenas mucosa e se localizam na metade posterior do palato duro
Acessórias do palato mole e úvula: secretam saliva mucosa.
Acessórias glossopalatinas: secretam saliva mucosa.
Acessórias do coxim retromolar: secretam saliva mucosa e estão na mucosa retromolar .
Acessórias linguais
Glândulas de Blandim e Nuhn: secretam saliva seromucosa e estão na porção anterior da língua .
Glândulas de Ebner: secretam saliva apenas serosa e estão associadas às papilas calciformes.
Glândulas da raiz da língua: secretam saliva apenas mucosa .
Tipos de Saliva
Serosa
É a saliva rica em albuminóides , sendo por isso também chamada de saliva albuminosa . Atua preponderantemente na mastigação doa alimen . É secretada pelas glândulas de secreção serosa : glândulas parótidas e glândulas de Ebner .
Mucosa
É a saliva rica em glicoproteínas tais como mucina. Atua preponderantemente na gustação e deglutição . É secretada pelas glândulas de secreção mucosa : acessórias palatinas , glossopalatinas , do coxim retromolar, da raiz da língua e as do palato mole e úvula .
Mista
É a saliva que ou tem mais albumina do que mucina (seromucosa) ou mais mucina do que albuminóides (mucosserosa) . Tem ação importante tanto na mastigação dos alimentos como na gustação e deglutição . É secretada pelas glândulas de secreção mista: submandibular, sublinguais maiores , glândulas de Rivinus , glândulas de Blandin e Nuhn, acessórias labiais e acessórias conjugais .
Mecanismos Determinantes e Reguladores da Secreção Salivar
A produção da saliva se caracteriza por uma secreção basal contínua (ou de repouso) , que serve para umedecer e proteger a mucosa oral , e por um aumento da demanda sobre as glândulas salivares principalmente durante a alimentação . Essas variações de fluxo envolvem não só o volume da saliva , como também os seus constituintes orgânicos e inorgânicos.
Composição química
Além de conter ar , que lhe dá os aspecto espulmoso , a saliva tem como principais componentes químicos : água (99,5%), ptialina (0,1%) , nitrogênio , enxofre , potássio , sódio , cloro , cálcio , magnésio , ácido úrico e ácido cítrico.
Possuem proteínas estruturais ( mucinas , estaterrina , aglutininas , lactoferrina , gustina e sialina ) , enzimáticas ( amilase , fosfatase ácida , estearase , lisozima , peroxidase, anidrase carbônica e calicreína ) e imunológicas ( imunoglobulinas , IgA salivar ou imunoglobulinas secretoras : SigA )
Propriedades dos componentes da saliva

Lactoferrina: liga-se ao ferro
Lizozima: se liga ao bicarbonato , flúor , iodo e nitrato , ligando-se ao cristal hidroxiapatita
Peroxidase: inibe a metabolização da glicose
IgA: inibe patógenos de entrarem no trato gastro-intestinal , aumenta a agregação das bactérias e remove da cavidade sem adesão
a-amilase: promove aderência das bactérias na hidroxiapatita
Estaterina: inibe a precipitação de sais de fosfato de cálcio , inibe o crescimento do cristal
Histatina: se liga a hidroxiapatita (idem acima)
Proteínas ricas em prolina: (idem acima)
Mucina: MG 1 – adsorve , na superfície dental , protegendo
MG 2 – idem acima , mas é facilmente retirada
Fluxo salivar

A saliva é secretada de forma contínua e em pequenas quantidades , mas com a presença ou lembrança de certos alimentos , ela pode se formar em grandes quantidades , de modo no homem adulto , por dia , ela pode chegar a um volume de 1 a 2 litros.
Volume – 1 a 2 litros por dia no homem adulto
Densidade – 1,005
PH- 6,2 a 7,2
Relação sódio / potássio – 1,3
Viscosidade – 1,03 a 3,74
Obs: Quanto mais viscosa a saliva , maior chance de formação de cárie , pois a mucina facilita a formação de placa bacteriana.

Estímulos para a secreção salivar

Como foi abordado anteriormente , a saliva é secretada de maneira contínua, constituindo a secreção basal ou de repouso , responsável pela umidade constante da mucosa oral . Há , entretanto , uma permanente modificação do fluxo e da qualidade da saliva de acordo com os estímulos que agem sobre as glândulas salivares.
Os estímulos da secreção salivar são classificados em térmicos ( calor ou frio ), mecânicos (mastigação) ou químicos . Entre estes últimos , o mais eficaz é a sensação gustativa agradável produzida pelos alimentos , porém as substâncias de sabor desagradável (ácidos , álcalis ,etc .) também causam aumento de secreção . O mesmo ocorre quando há distensão do estômago , presença de irritantes na mucosa oral e uso de próteses dentárias mal adaptadas .
Com relação ao estímulo mastigatório , no caso da mastigação unilateral , as glândulas do lado mais utilizado respondem com mais secreção do que as do lado menos utilizado .
As excitações salivares ocorrem através de dois mecanismos reflexos básicos que pode ser divididos em:
Reflexos salivares não condicionados
São aqueles que ocorrem sem treino prévio em todos os indivíduos da espécie (estímulos térmicos , mecânicos e químicos ).
Reflexos salivares condicionados
As repostas salivares precisam de treino repetitivo , sendo que a origem do estímulo não está na boca , mas em outro órgão sensorial , sobretudo na olfação e na visão . Por exemplo ,”ficar de água na boca” ao se ver ou se pensar num alimento apetitoso.
Controle da secreção salivar

Todo aparato secretório está sobre controle do sistema nervoso autônomo , sendo que os nervos simpáticos e parassimpáticos trabalham de maneira complexa e conjunta .A estimulação das fibras eferentes parassimpáticas produz o maior fluxo salivar capaz de se obter de uma glândula .

a) Ação do sistema parassimpático
Esse sistema de controle tem origem no bulbo cerebral , nos chamados núcleos salivares superior e inferior . Esses núcleos possuem íntima relação com os neurônios motores dos nervos glossofaríngeo e facial , respectivamente IX e VII pares cranianos .
As fibras motoras do glossofaríngeo saem do núcleo salivar inferior , fazem sinapse no gânglio ótico e inervam as glândulas parótidas .As fibras motoras do nervo facial emergem do núcleo salivar e , através do nervo lingual e posteriormente do corda do tímpano , inervam as glândulas submandibular e sublingual..
Considerando os nervos corda do tímpano e glossofaríngeo como integrantes do sistema parassimpático , a excitação desse sistema determina a estimulação da glândula salivar através do aumento da velocidade na formação da saliva , do consumo de oxigênio e da irrigação sanguínea da glândula

b) Ação do sistema simpático
O sistema simpático estimula a contratilidade de certas células (mioepiteliais) que envolvem as regiões responsáveis pela produção de saliva .
O resultado dessa estimulação é a expulsão da saliva pré-formada , aumentando transitoriamente o fluxo salivar.
Após alguns instantes , o fluxo salivar começa a diminuir devido à redução da irrigação sanguínea determinada pela vasoconstrição simpática (redução do calibre do vaso e conseqüente diminuição da irrigação sanguínea ) . Sendo assim, quando há uma hiperatividade simpática a boca fica seca , podendo até ocorrer dor e dificuldade na deglutição .

Funções da Saliva

A secreção salivar não está entre as funções primordiais de manutenção à vida . Entretanto , a partir do estudo de suas funções para a cavidade oral , pode-se perceber o papel fundamental desse fluído para a saúde da boca e , conseqüentemente , para a qualidade de vida de um indivíduo .
A principal função da saliva é a umidificação e a lubrificação da mucosa orofaríngea ( impedindo o seu ressecamento ) e dos alimentos , o que facilita a mastigação e a transformação do bolo alimentar a ser deglutido .
Na digestão bucal participa em todos os momentos . Na mastigação , a saliva serosa tem maior influência , na gustação e deglutição a saliva mucosa tem maior influência .
A insalivação se dá por uma ação química da enzima ptialina ( diástase ou amilase salivar ) –componente da saliva e que é um fermento de teor alcalino – sobre os alimentos , transformando a fécula(amido) em glicose , formando-se assim , o chamado “bolo alimentar”. A insalivação só termina quando o bolo alimentar chega no estômago .
A capacidade tampão é a capacidade que a saliva tem de neutralização da acidez bucal . Os ácidos bucais , que são formados a partir do processo de fermentação dos restos alimentares ( carboidratos ) pelas bactérias cariogênicas do meio bucal , são os responsáveis pela desmineralização do esmalte dentário , dando início à doença infecto-contagiosa , chamada cárie dentária (segundo a Teoria Acidogênica de Miller ) .
A saliva , por sua vez, com o seu teor alcalino , atua quimicamente neutralizando esses ácidos bucais , exercendo , portanto , uma função de proteção dos dentes contra a cárie dentária .
O conhecimento desse “efeito tampão” da saliva levou a comunidade científica de Odontologia a desenvolver os chamados “testes salivares”, para identificação das pessoas que têm alto risco de cárie , sendo hoje um dos métodos preventivos mundialmente usados no campo da saúde bucal.
É evidente que o fluxo salivar também é importante na proteção dos dentes contra a cárie dentária , pois quanto maior for a quantidade de saliva secretada , maior será a proteção do indivíduo contra a acidez bucal
A saliva humana contém a imunoglobulina secretória A(IgA) , cuja a função é de proteger o organismo contra os vírus que invadem os tratos respiratório e digestivo .Sabe-se também em que certos indivíduos essa imunoglobulina recobre certas bactérias da placa , tornando-as passíveis de fagocitose por neutrófilos bucais e , assim , deixando esses indivíduos com baixo risco de cárie ou mesmo cárie-imunes .
A saliva apresenta um efeito bactericida ou bacteriostático , ou seja , possui uma enzima que controla o crescimento microbiano, a lactoperoxidase (lisozima), sem a presença da saliva o dente pode cariar.
A saliva também apresenta um efeito gênese ectodérmica , ou seja , possui dois polipeptídeos , considerados fatores de crescimento . Um é o fator de crescimento epidermal (EGF) que promove o crescimento dos epitélios e acelera a erupção dos dentes .
Este fator também apresenta um efeito cicatrizante sobre os ferimentos , segundo alguns estudos , a cicatrização é mais rápida em 50% . O outro fator é o de crescimento do nervo glossofaríngeo (NGF) , o qual acelera o crescimento deste nervo. A saliva apresenta também apresenta um efeito articulador , o qual , promove a articulação da palavra ; e através da saliva são eliminados brometos , iodetos , etc.
Microbiologia da Saliva

Possui bactérias cocos gram positivas (Staphilococos , Streptococos) e cocos gram negativos ( Neisseria , Veilonella ) , bacilos gram negativos ( bacterióides , fusobacterium ), espiroqueta. As mais importantes são : S . mutans , S. salivariuse , S sagüis .
As funções dos microbiotas são favorecer o densenvolvimento da cárie em regiòes de sulcos , fossulas e fissuras ; promover aderência entre as glicoproteínas salivares ; na sacarose – polímeros adesivos ( enzima glicuroniltransferase : sacarose : glucano e frutano).
Cuidados com a Saliva

Os principais problemas da saliva são:
1) Contaminação do preparo cavitário
No ato da restauração dentária deve-se ter muito cuidado com o isolamento do dente a ser restaurado , para evitar que a saliva contamine o preparo cavitário ou, ainda , que ela conduza microorganismos patogênicos de meio bucal para o interior dos tecidos , por via intrapulpar .

2) Alteração química dos materiais restauradores
A saliva , também , ao se misturar com os materiais restauradores , pode-lhes causar alterações de cor , dar-lhes um tempo de vida menor , tornando-os menos consistentes , mais suscetíveis , portanto , a fraturas e ao processo de corrosão , etc .

3) Alteração na composição da saliva
Isto pode levar à alteração do odor da saliva , resultando em halitose ou , ainda , causar deficiência na gustação , resultando em hipogeusia . A saliva pode ter sua composição química alterada nos seguintes casos, principalmente : nos fumantes ; nos pacientes em regime de emagrecimento; nos pacientes que fazem uso de certos medicamentos ,como os anorexígenos , por exemplo ;nos casos em que há bloqueio dos órgãos emunctórios (glândulas de secreção) , e em enfermidades diversas , tais como na insuficiência supra-renal e outras .

4) Alteração da viscosidade da saliva
As alterações na viscosidade salivar também podem resultar em doenças obstrutivas das glândulas salivares , conhecidas por sialolitíases .

5) Alteração no fluxo salivar
As alterações no fluxo salivar também podem causar halitose . O fluxo salivar pode vir diminuído (xerostomia) ou aumentado (sialorréia) em relação ao fluxo normal .
6) Xerostomia
Ocorre quando o fluxo salivar é reduzido ao ponto de causar secura da boca . É causada por : medicamentos xerostômicos , como a atropina ; medicamentos anorexígenos ; radioterapia da cabeça e pescoço ; deficiência de vitaminas do complexo B ; nos pacientes diabéticos ; na menopausa ; na ansiedade ; o álcool e a cafeína podem reduzir o fluxo salivar ; e nos idosos a saliva é mais viscosa e em menor quantidade , causando-lhes uma halitose característica .

7) Sialorréia (sialismo / ptialismo)
Ocorre quando a saliva é produzida em grande abundância . Isto ocorre : por medicamentos sialogogos ,como a pilocarpina ; na intoxicação mercurial ; nos distúrbios gástricos (azia) ; na erupção dentária ; no estresse psicogênico , e nos pacientes com deglutição atípica .

8) Halitose
Alterações tanto na composição química da saliva como na sua viscosidade ou, ainda , no fluxo salivar podem produzir mudanças no seu odor , resultando em halitose

9) Fonte de transmissão de doenças
Além de todos os problemas citados anteriormente , devemos ter muito cuidado com a saliva , principalmente pela possibilidade de ela ser uma fonte de transmissão de doenças infecto-contagiosas as mais diversas , desde um simples resfriamento , passando por doenças estigmatizantes como a tuberculose até outras doenças mais complicadas e perigosas , como a hepatite B e a Aids .
Com relação à Aids , sabe-se que o HIV já foi isolado da saliva , mas ainda não se tem comprovação científica de que ela , pura e simplesmente , transmita esse vírus ; porém , se a mesma contiver resquícios de sangue ,por exemplo , poderá se transformar numa fonte perigosa de transmissão dessa doença.
A mesma coisa vale para a hepatite B , haja vista que na cavidade bucal o VHB fica mais concentrado nos sulcos gengivais , estando o cirurgião – dentista freqüentemente exposto à infecção por esse vírus ao executar rotineiramente raspagens subgengivais e curetagens gengivais muitas vezes em pacientes AgHBs positivos , situações em que sem duvida a saliva desses pacientes se misturará ao sangue extravasdo dos tecidos periodontais .
Outras doenças que podem ser transmitidas via saliva são : gripe , herpes , caxumba, sarampo , escarlatina , herpangina e outras .
Conclusão
Concluímos que a necessidade de o profissionais de Odontologia se resguardarem contra doenças desagradáveis , passando a adquirir o hábito rotineiro do uso de todos os meios de proteção disponíveis , tais como luvas , máscaras, gorros , óculos , aventais , etc . , não apenas quando forem manipular diretamente com sangue , mas sim durante todo o seu trabalho diário com pacientes, situação em que estão expostos à saliva dos mesmos.
Fonte: nossodentista.com